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Vacaria, Quarta-Feira, 22 de agosto de 2007

Justiça diz que grampos no Rio Grande do Sul eram legais

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou nesta quarta-feira que as escutas telefônicas que gravaram diálogos do chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius (PSDB), Ricardo Lied, tinham autorização judicial.

A confirmação da legalidade das gravações feitas pelo “Guardião” joga ao chão a denúncia apresentada pelo ex-ouvidor geral da Secretaria de Segurança, Adão Paiani. Ele denunciou que as gravações eram clandestinas e que revelavam tráfego de influência política. Nesta quarta-feira, o corregedor do Tribunal de Justiça, desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, informou que as escutas foram autorizadas pela juíza de Lajeado, Nara Cristina Neumann Cano Saraiva, a pedido do Ministério Público, que investigava abuso do poder econômico na eleição de 2008. A manifestação do Tribunal de Justiça foi em resposta a uma consulta formulada pela seção gaúcha da OAB, que recebeu do ex-ouvidor um CD com seis escutas. Lied aparece nos grampos porque conversou com seu primo, o então presidente da Câmara Municipal de Lajeado, Márcio Klaus (PSDB), que teve o sigilo telefônico quebrado, no dia 5 de setembro, em uma investigação sobre crime eleitoral. Três semanas depois, Klaus foi preso por compra de votos. Em decorrência da investigação, ele teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral este ano. Lied e Klaus conversaram sobre a troca de chefia da Polícia Civil em Lajeado, o que não aconteceu. Paiani, o ouvidor que não sabia ouvir, declarou que recebeu as gravações do promotor de Lajeado. Pedro Rui da Fontoura Porto. Este disse que recebeu a visita de Paiani, depois de já ter sido defenestrado da Ouvidoria, dizendo-se emissário da governadora. Paiani nega essa versão. Mesmo que fosse verdadeira, então o promotor entrega gravações secretas, com sigilo judicial decretado, para o primeiro que aparece à sua frente dando um carteiraço? Ora, por favor.... E a corregedoria do Mistério Público diz o que nessa situação? Isso revela uma coisa com toda certeza: há um enorme clima de conspiração no Estado do Rio Grande do Sul, e a área de Segurança Pública está à deriva, com um secretário que não manda, e uma pasta que é dirigida, na verdade, pelo chefe de gabinete, coronel Paulo Renato Biachi, o qual é investigado por ter incorporado aos seus proventos na aposentadoria a gratificação por um cargo que não teria exercido.



Data: 31/12/1969
Fonte: http://www.videversus.com.br/index.asp?S


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